quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sangue Fresco


Li este livro de rajada por duas razões. 1ª: Estou de férias, não tenho grande coisa para fazer; 2ª: Fiquei agarrado à história, e queria sempre saber o que ia acontecer a seguir. E não fiquei desiludido. Imprevísivel até à última linha, é aquilo que vos posso dizer. A escritora consegue manter-nos presos à história, apresentando uma trama, não necessariamente complexa, mas completamente imprevisível e surpreendente, com algumas reviravoltas inesperadas, e momentos em que fiquei sem saber o que pensar, tal o que acontecia era diferente do que o que eu tinha imaginado.

O livro é contado na primeira pessoa, pela protagonista, Sookie Stackhouse, uma empregada de um bar, que vive com a avó. E que é telepata. Consegue ouvir os pensamentos dos outros, e sempre encarou isso como uma deficiência, pois não lhe permitia ter muitos amigos, derivado de ouvir pensamentos que preferia não ter ouvido. Mas quando Bill, um vampiro, se muda para a vila onde Sookie vive. Bill é um vampiro misterioso, que se quer tentar integrar na sociedade normal, no meio dos humanos. E Sookie não lhe consegue ouvir os pensamentos.

Um romance difícil acontece entre os dois, com os problemas inerentes a Bill ser um vampiro, a surgirem a todo o momento, como os seus perigosos amigos, ou mesmo ele, que por vezes se torna perigoso, mesmo para Sookie, fazendo um grande esforço para controlar os seus impulsos naturais. Enquanto Sookie e Bill se conhecem um ao outro, e Sookie vai aceitando a sua relação, e aprendendo a conviver com aquele mundo sobrenatural que é o dos vampiros, dão-se uma série de homicídios, que abalam a pequena vila, e que têm como principais suspeitos, Bill, e Jason, irmão de Sookie.

É sem dúvida um livro algo viciante. Nota-se que a autora tem uma escrita simples e fácil, mas que consegue orquestrar e manipular todos os aspectos da história, com uma mestria muito própria. Desde a forma como nos são apresentadas as várias situações quotidianas para um vampiro, até à forma como o suspense é criado, passando pela narração de Sookie, que se adapta perfeitamente, em termos de linguagem e conteúdo, à personagem. Sem dúvida, um livro aconselhado.

6 comentários:

Arisu disse...

Crepusculo invertido --'

Aline A Batistuti disse...

Hello, tropeçei no teu blog e logo percebi que possuimos gostos semelhantes em relação aos livros.
Amei Comer, Rezar e Amar, hiper indico.
E Dead until dark de Charlaine HArris eu master fãn, li este primeiro e em seguida ganhei o box com 7 dos 9 livros da série, e me obriguei a assinar hbo pra assistir a serie, fico feliz em saber que voce tambem foi mordido por Southern Vampires Mistery.
La no blog tem uns links sobre a séire.
To te seguindo, boa semana.

Anónimo disse...

Concordo com Arisu, esse livro é demasiado semelhante a Crepúsculo.

Rui Bastos disse...

Aline, tens gostos semelhantes com nós os dois, e obrigado por nos seguires!

Arisu e Anónimo, realmente este parece um Crepúsculo invertido, mas na realidade o Crepúsculo é que é um Sangue Fresco invertido. Ficariam muito surpresos se vos dissesse que este foi escrito primeiro? Por isso, na melhor das hipóteses, a Stephenie Meyer é que copiou, e não o contrário!

Jacqueline' disse...

Não concordo em comparar todos os livros de vampiros com Crepúsculo, os livros de vampiros sempre existiram antes e existirão depois de Crepúsculo, só que agora chamam mais a atenção... Quanto a Sangue Fresco, espero ler futuramente, parece-me basatante bom!

Rui Bastos disse...

Jacqueline', eu não diria melhor xD