domingo, 6 de março de 2011

Frankenstein


Título: Frankenstein
Autor: Mary Shelley

Sinopse: Fran­kens­tein conta a his­tó­ria de Vic­tor Fran­kens­tein, um jovem estu­dante, que a par­tir de cor­pos de seres huma­nos que obti­nha em cemi­té­rios e hos­pi­tais con­se­gue dar vida a um mons­tro que se revolta con­tra a sua triste con­di­ção e per­se­gue o seu cri­a­dor até à morte.
Fran­kens­tein foi adap­tado inú­me­ras vezes ao cinema, mas a mais memo­rá­vel ima­gem do mons­tro foi encar­nada pelo actor Boris Kar­loff, em 1931, fazendo ainda hoje parte da cul­tura popular.

Opinião: Certos personagens ou termos incontornáveis que já fazem parte do nosso vocábulo cultural, tais como "utopia" ou "elementar meu caro Watson", mesmo que nunca tenhamos aprofundado o seu conhecimento, estão permanentemente presentes nos nossos discursos.

Frankenstein é disso exemplo. Um clássico da literatura de terror que faz já parte do nosso imaginário colectivo.

É por issso, uma grande obra, escrita por Mary Shelley com apenas dezanove anos, advendo de um desafio entre alguns dos seus amigos mais próximos para escrever um conto de terror.

É sem dúvida uma obra hipnotizante, estimulante, diria.

Ao acompanhar a ritmada história de Frankenstein, um jovem cientista que descobre como criar vida, deparamos com uma profunda consciencialização da inércia humana perante a sua própria inteligência.

O jovem, é assim, guiado pela ambição ciêntifica que o embarca numa experiência avassaladora, criando um ser práticamente indestrutível, dotado de inteligência e sentimentos humanos, porém, de uma fisionomia arrebatadora.

Apavorado com a sua própria criação, Frankenstein abandona o monstro que criou, deixando-o lidar sozinho com a inadaptação social e a intolerância relativas ao seu aspecto. Tais reprovações por parte do ser humano, levam a criatura, inicialmente boa e pura, a odiar a sociedade, virando-se para o ódio para com o ser criador, espalhando o crime e a desolação.

Uma obra esplêndida e de um carácter moral incontornável. Um clássico de lugar indispensável em qualquer estante.

5 comentários:

Rui Bastos disse...

Ahhh, ainda bem que gostaste =D

(e a opinião até está bem formatada e tudo :O)

Manuel Cardoso disse...

Concordo TOTALMENTE com a sua opinião.
É uma obra soberba, cheia de um humanismo que o cinema lhe retirou. Um clássico da literatura.

A minha biblioteca disse...

Um clássico que quero MUITO ler.

Boas leituras! :)

Jacqueline' disse...

Também gostei muito de ler a obra :)

Alice Matou-se disse...

Concordo com tudo o que foi dito. Uma grande obra de facto.