segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Green Lantern: Rebirth

Título: Green Lantern: Rebirth
Argumento: Geoff Johns
Arte: Ethan van Sciver


Opinião: O Green Lantern é um daqueles super heróis que nunca me fascinou. Sempre o meti na mesma categoria que o Superman, por exemplo: demasiado poderoso para ser realista.

Ou "realista". Vocês percebem. Quando se virtualmente indestrutível e imparável, a coisa perde a piada. É preciso ter fraquezas, limitações... Pronto, o Superman tem a kryptonite, mas isso é um bocado parvo.

Confesso que também não conhecia propriamente a história e a mitologia dos Green Lantern, sabia que eram vários, que o poder lhes vinha dos anéis e era baseado na sua força de vontade e que tinham uma fraqueza: a cor amarela.

É verdade, senhoras e senhores, os poderosos vigilantes e guardiões do Universo são inúteis contra coisas amarelas. Que coisa mais parva, só falta alguém não conseguir usar o seu poder de matar em coisas vivas, ou assim...

Mas pronto, pelo que percebi da minha pesquisa, e das dicas (e entusiasmo!) do Nuno Amado, a continuidade destes heróis tinha vindo a ser deturpada e manipulada à vontade pelos autores que por lá passavam, criando situações não muito felizes e mais pontas soltas do que outra coisa.

Ora, o que este livro fez foi exactamente resolver todos esses problemas. Agarrar em todas as linhas narrativas, com todas as suas pontas soltas e os seus problemas, e dar uma nova vida a um conjunto de super-heróis.

O resultado é muito melhor do que aquilo que eu esperava. Sem saber em detalhe quais eram as coisas a resolver, devo dizer que é de aplaudir a forma bem arquitectada como Geoff Johns consegue introduzir várias coisas na história e dar-lhes uma explicação ou uma resolução. Nota-se que é uma história bem pensada, I'll give him that.

Ainda assim não me convenceu. Fiquei com melhor impressão, mas não é definitivamente o meu tipo de herói. As personagens em si são interessantes, especialmente Hal Jordan, Guy Gardner, Sinestro e Parallax, mas os Green Lantern... meh.

A arte disto é que é fenomenal! Há momentos bastante fortes, como quando Parallax aparece na sua forma normal, ou quando Hal, Parallax e Spectre lutam entre si. Mas nem só de arte se faz um livro, e embora a história me tenha agradado, e o livro tenha superado as minhas expectativas, não fiquei fã. Curioso, vá.

Ainda por cima tenho um fraquinho por "variações do mesmo herói", como é mais ou menos o caso do Green Lantern e o resto dos tipos com anéis, que já sei que andam por aí, embora aqui só apareça mais o Sinestro e o seu anel amarelo.

E a história revela coisas interessantes, como o facto de que usar os poderes do anel dói fisicamente. É interessante e acrescenta uma espécie de limitação, algo negativo para contrabalançar todo aquele poder. Além disso, gostei bastante da explicação para a forma como cada Green Lantern usa os seus poderes de forma diferente: uns fazem-nos como arquitectos, outros de forma caótica, outros como artistas... Essa parte foi boa. De resto, talvez os próximos livros me agradem mais.

4 comentários:

João Campos disse...

E nas origens da personagem, ao que parece, a fraqueza era a madeira. O que suscitou uma das melhores piadas de "The Big Bang Theory", quando um dos geeks diz que todos os Green Lanterns pode ser derrotados por... um lápis nº2. :)

Rui Bastos disse...

Epah, eu lembro-me disso! Agora tem muito mais piada, eheh.

Andei a pesquisar e confirma-se, a primeira personagem a ser conhecida por Green Lantern era useless against wood, mas ao que parece era um Green Lantern diferente. Because magic!

Optimus Prime disse...

Esta é a redençao do Hal basicamente culpam o Parallax,por tudo e o Hal fica com a ficha limpa.
Porque apesar de reintegrado nem todos os Lanternas perdoam Hal tão facimente como em Revenge of the Green Lanterns .A Marvel já fez algo semelhante com a Jean Fenix Grey exatamente pelo mesmo motivo.Quanto a arte concordo e a dupla voltaria a reunir-se em Flash Renascer com um roteiro parecido.O culminar desta historia seria o Sinestro Corps War.

Rui Bastos disse...

Pois, foi isso... Estou agora a ler o Revenge, e ainda falta ver alguma coisa de jeito a acontecer, quando a isso.