sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A Pocket Full of Rye

Título: A Pocket Full of Rye
Autora: Agatha Christie


Opinião: Este pequeno livro, comprado com um mega desconto qualquer que o deixou a menos de três euros, pareceu ser a obra ideal para desanuviar um pouco. Em época de exames não me apetece propriamente ler o Guerra e Paz, ou algo parecido, e acho sempre os livros de Agatha Christie tão agradáveis e leves, que pronto.

Como se pode ver ali, em vez de Poirot contamos com Miss Marple, que também é fixe. É uma personagem curiosa, obviamente, uma típica senhora inglesa que transmite uma certa sensação de frieza, principalmente de raciocínio, que me espanta sempre.

E esta história tem uma das particularidades que eu mais aprecio nas histórias da rainha dos policiais: a sua personagem, a Miss Marple, pouco aparece. A sério, só surge a meio do livro, em não mais do que três ou quatro capítulos a partir, e é só.

Já nos dois melhores livros que li de Agatha Christie, As Dez Figuras Negras, O Assassinato de Roger Ackroyd, se passa o mesmo. Aliás, no primeiro nem sequer aparece o Poirot! Mas é algo que a autora costuma fazer, dá muita informação e muita história antes de começarem a acontecer os crimes, permitindo uma maior envolvência na trama. Sempre achei isso fenomenal, especialmente tendo em conta a mestria com que Agatha Christie o faz.

É que mesmo com este "atraso" na resolução do mistério, os seus detectives conseguem criar um impacto enorme. A Pocket Full of Rye não é excepção, com Miss Marple a resolver o mistério de forma peculiar e muito astuta, baseada apenas em alguns dedos de conversa, maioritariamente com as mulheres, e fazendo a ligação com uma rima infantil.

Impressionante e moderadamente interessante, ainda assim o livro ficou aquém. O mistério era muito, e as personagens interessantes, mas o desenvolvimento foi bastante mediano. O verdadeiro culpado foi (mais ou menos) surpreendente, mas disso até nem me queixo. Acho é que o livro é demasiado pequeno, e com a autora a ter enredo antes do trabalho de detective, não lhe fazia mal nenhum ter mais umas poucas páginas a expandir a história.

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