segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Who-ology


Autores: Cavan Scott e Mark Wright


Opinião: Um livro de fãs, para fãs. O meu apreço por Doctor Who está bem documentado, portanto é fácil de perceber que este livro foi das melhores coisas que já recebi. Capa dura e recheado de factos interessantes, obscuros e muitas vezes completamente irrelevantes - o sonho de qualquer fã!

Sem ser completamente exaustivo, não acho difícil chamar a isto uma mini-enciclopédia. Pouco texto, muitas listas e tabelas, o trabalho de investigação é imenso, e basta começar a ler para perceber que a paixão que os autores sentem pela série é tal e qual a de qualquer whovian.

Também é verdade que se este livro existe, é porque a série já tem mais de 50 anos e 800 episódios. Não é algo fácil de alcançar, e existiram muitos percalços pelo meio, mas actualmente a série vive uma nova fama, depois de ter sido trazida para a ribalta pelas mãos de Russel T. Davies, em 2005, com Christopher Eccleston como Ninth Doctor e Billie Piper como a companion Rose.

E bem, se sempre quis saber quantas vezes é que os Daleks dizem Exterminate!, ou exactamente quantos actores (e quais) é entraram nesta série e na saga de filmes do Harry Potter, a resposta está aqui. E tantas outras coisas que nem as vou enumerar, ou os leitores que aqui vêem e não sabem o que é um Slitheen começam a abandonar-me!

Mas verdade seja dita, o livro tem defeitos. Um de que não tem culpa: faltam coisas. Mais especificamente, o último ano e meio. Só que pronto, coitado do livro (e dos autores), não há como evitar... Fica a sensação de "então e o resto?", mas é impossível de satisfazer, quando a série continua a ter episódios todas as semanas!

Outro de que já tem culpa é o facto de se tornar confuso e das tabelas se tornarem demasiado exaustivas. Ou melhor, "demasiado tabelas". A confusão surge do facto dos capítulos estarem divididos tematicamente, mas de ser difícil de separar alguns temas, que acabam por surgir onde não se estava à espera, quebrando o ritmo, ou então aparecem repetidos.

O problema das tabelas é que, especialmente para o fim, se tem praticamente só tabelas intercaladas com duas ou três linhas de texto, o que torna a leitura penosa. Mas é fácil de ultrapassar isso com a quantidade gigantesca de trivia que enche estas páginas!

Digamos apenas que não vou guardar este livro. Vou arranjar um cantinho onde o tenha sempre à mão de semear. Afinal, nunca se sabe quando é que posso precisar de saber exactamente o que faz cada componente da TARDIS (a nave do Doctor, com aspecto de cabine telefónica da polícia), não é verdade?

3 comentários:

Jules Pijey disse...

É fácil de saber o que faz cada componente da TARDIS! Exactamente o oposto do que é suposto! :D (a não ser que esteja a River no comando.. *.* )

Rui Bastos disse...

É uma máquina delicada e eficaz, não venhas com tretas!

Jules Pijey disse...

Paha! Estás a gozar com a minha cara, completamente! xD
Nunca faz o que é suposto, stubborn child! Mas ele foi avisado!